Tem algo no forno
Ainda não sei se vai crescer ou queimar
Eu não sei se deu pra perceber, mas tem coisa nova se movimentando por aqui.
Nibs está no forno e, nessa nova comunidade, estou tentando concatenar e amarrar tudo que criei desde o meu doutorado informal lááááá trás em 2014.
(Doutorado informal, pra quem chegou agora, é um jeito de conduzir pesquisas ao mesmo tempo profundo e libertário, sem vínculo com instituições acadêmicas. Escrevi um livro sobre isso, tá lá no meu site, gratuito)
Nas idas e vindas desse processo criativo, tenho uma mania que preciso confessar: não consigo repetir o que já fiz.
É mais forte do que eu.
Isso é bom e ruim – e claro que a gente nunca volta no tempo de fato, é sempre uma espiral em vez de um círculo.
Talvez eu seja viciado nas coreografias imprevisíveis e eletrizantes piruetas que o corpo performa quando está em êxtase criando.
É lindo e arrebatador, mas também é cruel e aterrorizante.
Tenho medo de não conseguir traduzir o que estou elaborando no mundo real.
É engraçado, pois eu não tinha esse medo antes.
Será que a gente entra mais fundo na cavidade dos nossos medos ao envelhecer – aumentando o tônus da cavidade torácica também conhecido como coragem?
Percebo em mim um entusiasmo maduro: medo corajoso ou coragem medrosa, vai saber.
O que estou criando é um pouco difícil de explicar, pelo menos até eu conseguir encontrar as frases e metáforas certas (tô trabalhando nisso).
Mas quero começar a contar. E te pedir uma ajuda.
Estou criando uma nova “gramática” de experiências de descoberta compartilhada.
Um DNA de guerrilha educacional a partir do qual se pode produzir sementes que dizem “a junção das procuras é mais importante que o achado”.
Um jeito de pensar e fazer aprendizagem que evita o “ensinar” e foca no “convidar a aprender” (não são sinônimos).
Algumas perguntas que estão me fazendo companhia no momento:
Como fazer convites coletivos para as pessoas descobrirem o que verdadeiramente importa a cada uma delas?
Como ajudar grupos e organizações a falarem essa “nova língua” de experiências de descoberta compartilhada?
E uma mais profunda:
Aquilo que vi só eu posso ver, mas como eu posso te ajudar a ver o que só você pode ver?
Me ajuda com sua visão nessas perguntas? O que não pode faltar nessa nova abordagem “nibística” que estou criando?
E aproveito pra sublinhar, porque nunca é demais: muito obrigado por acompanhar minha jornada até aqui!


